Estréia Prós e Contras - Curta de Pedro Struchi

Estréia: O Burrico e o Bem-Te-Vi
Estréia dia 04/09/2008 - 20:00h - CCLA (Centro de Ciências, Letras e Artes) - Museu Carlos Gomes, Rua Bernardino de Campos 989 - Centro - Campinas.
Desenho Animado do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas - 07min - 35mm, baseado na obra de Carlos Gomes "Burrico de Pau".
Projeto patrocinado pelo Fundo de Investimento Cultural de Campinas.
ANIME SUA COMUNIDADE
ANIME SUA COMUNIDADE
O projeto "ANIME SUA COMUNIDADE" realizará três curtas-metragens em desenho animado e um making of. Criado e desenvolvido pelo Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, tem o patrocínio da COMGÁS e está inscrito na lei de incentivo cultural do Ministério da Cultura.
Os três filmes serão realizados em oficinas com jovens de regiões periféricas de Campinas e a primeira oficina já está agendada. Será na Guardinha (Bairro São Bernardo), no período de 25 de agosto a 5 de setembro.
Ficha técnica:
Orientação de cinematografia e animação: Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi
Orientação de composição e trilha sonora: Anselmo Carvalho
Assistência: Elisabeth Russo
Administração: Janice Castro
Making of: Débora Castro
A Dramaturgia Pós-Moderna de Débora Valery
O teatro contemporâneo é cada vez mais tomado por companhias independentes que trilham um longo trajeto em busca do reconhecimento, patrocínio e espaços nas grandes metrópoles para aprimoramento e solidificação de seus recursos e trabalhos. Em São Paulo, os núcleos de teatro alternativos são abundantes, comparáveis aos núcleos de grandes metrópoles européias como Paris e Londres. É nesse cenário que atua a dramaturga Débora Valery, paulistana da Mooca. A jovem artista obteve uma ampla formação prática em movimentos amadores paulistanos. Atualmente amplia seus horizontes culturais buscando inspiração nos estudos de literatura e filosofia clássicas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Os textos de Débora perfazem um diálogo com estilos e tendências de diversas épocas, mesclando desde elementos da arte clássica até tópicos da cultura contemporânea, o que torna seu estilo eminentemente pós-moderno.
Débora ressalta a importância da formação cultural ampla do artísta como fator determinante para que o texto final dê margem para o seu potencial crítico. Segundo a autora, muitos aspirantes a dramaturgos pecam pela falta de base sólida de conhecimentos e aponta para inúmeros casos de grandes escritores cujas vidas foram uma entrega total à constante leitura e enriquecimento cultural que lhes permitiu a concepção de novas propostas estéticas e originalidade literária, como foi o caso do escritor espanhol Frederico Garcia Lorca.
Entre os autores que situa como influências decisivas em sua produção artística, a dramaturga aponta para os autores da literatura clássica greco-latina que estuda ávidamente: Homero, Sófocles, Hesíodo, Platão, Safo, Alceu, Sêneca, Tucídides, Xenofonte, sobretudo pela transposição do filosófico ao material que perfigura nas peças da jovem. Entretanto seus estudos também abrangem a literatura universal e seus autores chave, como Shakespeare, Dostoiévsk, Mário de Sá Carneiro, Baudelaire, Camões, entre outros. Enfim, Débora elabora um cuidadoso recorte de todos esses estilos, com todas as suas singularidades, e recombina-os numa síntese que resulta num mosaico litero-filosófico, um verdadeiro mix pós-moderno. Em determinada fala de um personagem, por exemplo, ela mescla a nostalgia bucólica árcade com debates filosóficos contemporâneos sobre a reprodutibilidade técnica e o sentimento de deslocamento do homem moderno.
Sua última peça, Enigma Halicarnasso, é um mergulho no imaginário da protagonista Judy, menina atordoada por sua condição de incompatibilidade com o meio social e que trava um diálogo paralelo com os habitantes do mundo imaginário de Halicarnasso, o qual tenta ordenar como se fosse uma construção mosaical de valores que encadeiam o enigma central desse lado desconhecido e obscuro de sua mente.
Um único trecho da fala de Judy põe o leitor em contato direto com esse complexo processo de criação, em que a protagosnista discute a função de sua escrita com um personagem componente do mundo imaginário:
Judy – No espaço, a tênue espuma de grandiloqüêntes feitos inebriam o ardor de minha escrita. A ação vejo e ritualizo com a alma por poucas vezes de amor. Vejo a tinta rascunhar áureas palavras de sóis já passados pelo interior de meus fantasmas. Reflexo cabalístico de sete cores em arco de duende rei, coroante da solidão penetrante de subsídios moldados em cânticos arcaicos. Em lágrimas, pincelei na magnificência a tristeza abarcante da aparente tão longínqua vida, que por entrementes sonhos se contrói nos navegos de pensamento alado em ventanias. Já não vejo a luz, e o amor, tão dispersa imagem, contradiz todas as orações canônicas das quais lapidei triste alma.
A tópica surrealista é abordada por Débora em Enigma Halicarnasso, cujas imagens simbolistas, como áureas palavras de sóis e reflexo cabalístico de sete cores em arco de duende reinvocam sensações e devaneios próprios do imaginário poético e fértil de uma garota que personifica o sentimento de incertezas, deslocamento e solidão do homem contemporâneo. A solidão é o princípio de toda essa riqueza imaginária na qual Judy se lança para preencher o vazio afetivo e emocional que permeia sua existência no mundo real.
Valery compreende o mundo enquanto mosaico pluricultural que recria de forma particular e subjetiva, e as peculiaridades de cada elemento formador desse mosaico se chocam na tentativa de explicar a essência do mundo interior inexplicável em termos racionais e que só encontram expressão recorrendo a belas metáforas e imagens surreais, que realçam o potencial poético do texto.
Ela é certamente uma das mais proeminentes dramaturgas do cenário independente do teatro paulistano, enquanto criadora e incentivadora de projetos do circuito teatral alternativo.

E-mail de contato: debyvalery@yahoo.com.br
Nosso Oscar de Cada Dia
“Nosso Oscar de Cada Dia”
Nesse espetáculo, “NOSSO OSCAR DE CADA DIA”, o palhaço e ator JOEL DE OLIVEIRA utiliza o nariz, característica do palhaço tradicional, e faz uso de técnicas do palhaço, teatro e pantomimas, mas não utiliza maquiagem e roupas coloridas.
Durante a apresentação, ESPAGUETE promove a interação com o público, que é convidado a participar de um jogo.
Inicia com cumprimentos à platéia e após as apresentações, realiza uma performance de dança (jazz), acompanhado de palmas. Fazendo uso do seu apito e mantendo a audiência sobre controle, apresenta números de mágicas como mágicas do jornal, do lenço que desaparece, água que vira café, etc.
Por ser um espetáculo que trata de um filme de entrega do “Oscar”, o palhaço propõe a participação do público neste jogo, onde cada um “atua” desempenhando papéis tais como: o galã ganhador do “Oscar”, o apresentador claquetista, o que entrega o prêmio, etc.
A tensão deste espetáculo que é completamente interdependente de uma energia espontânea, a escolha dos participantes faz manifestar no público reações diversas, proporcionando um divertimento excitante, que tem alguma coisa de atual e diferente para cada um.
Duração Aproximada: 60 min
Censura: Livre
Contato: xxx 19 3232.7689 e xxx 19 9138.2912
